Só não se perca ao entrar...No meu Infinito Particular



sábado, 28 de agosto de 2010

Quando os desejos se confundem...

E mais uma vez seguindo a linguagem dos textos cujo o título envolve a palavra "quando"...
Mais um de meus mirabolantes pensamentos, que às vezes fogem do controle e acabam indo por sí só mais além...

Ela escreve uma carta, sem sentido mas cheia de sentimento, sem um certo destinatário, a menos que destintário seja a pessoa que decidirá seu destino...Fora isso, esta carta não passa de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

"Mesmo que tivesse contado tudo que sentia por ti naquele momento. Não iria adiantar! Nossos desejos se confundem com o que realmente somos. Atração... Derrepente tão forte e ao mesmo tempo tão serena, que engana a minha mente e até mesmo o coração.
E se por acaso eu falasse? E se eu desabafasse esse sentimento que é tão forte e constante dentro de mim. Que às vezes queima por dentro de estar tão guardado e se sentir apertado, doido pra sair e GRITAR por você. Que martela dia e noite no meu peito, como uma obra que foi (temporariamente, espero eu) interditada pelo destino.

Não Posso!

Não devo!

E se nada mudar depois da verdade?!
Ou se tudo mudar?

Não quero imaginar que perderia para sempre alguém que me fez e faz tão feliz ... E às vezes triste por não ter essa felicidade sempre.
Me desculpe, estar revelando agora , do nada, esse segredo tão bem disfarçado em cada sorriso ou em um olhar.
Olhar pedinte, que vai continuar seguindo essa mira que é você.
Até que o pulsar do coração possa bater ainda mais forte por outro alguém."
Evelyn Ramos
E por fim , completo esses momentos de confusão de sentimentos com um trecho do conto "Retorno e terno" de Rubem Alves:
"O que aconteceu naquele instante, ele nunca pôde compreender (pois aquelas palavras eram tudo que ele precisava). E ele se viu solitário e triste, na plataforma vazia da estação, enquanto ela partia...Só lhe restava voltar para casa vazia, onde ninguém o esperava...Como eu já disse: não é a pessoa que amamos; É a cena."

domingo, 15 de agosto de 2010

Quando Sinto...

Quando sinto que em mim existe vida,
até mesmo quando penso em desistir...
Olho na janela e vejo que meus sonhos, podem sim se transformar em realidade.
Desejo com todo o coração amar e ser amada,
Me amo primeiro.
E com isso percebo que tudo ao meu redor flúi,
como a água do rio que simplismente desvia das pedras que a impedem de seguir seu rumo.
Desejo que as pessoas sejam felizes sem receber nada em troca e com isso,
sou feliz.
Me olho no espelho e vejo que a menina virou mulher...
E que mulher!
Com desejos, vontades e sonhos.
E nesse espelho, também é possível ser refletido a menina que essa mulher exibe.
Acredita em fadas, gnomos e deuses.
Gosta de batata frita,
café
e
sorvete.
Se magoa, chora , fere e é ferida.
E sem saber que o mundo não gira ao seu redor , comete erros!
E esses erros sem saber a fazem crescer.
Fala de sí usando a primeira pessoa do singular,
mas sem perceber,
quer um mundo cheio de primeira pessoa do plural...
NÓS!
Ama ter amigos,ama fazer amigos.
Mas , se decepciona ao saber que nem todos o são de verdade.
E a vida segue sem rumo, sem prosa , sem verso...
Não há muito tempo para canções.
O mundo continua girando e o tempo passa sem parar.
Quer dormir mais vezes de conchinha,
quer uma noite boemia,
quer conhecer lugares desconhecidos,
quer aprender,
quer ensinar.
E nessas voltas que o mundo dá, o tempo passa depressa...
Mas não sem antes ouvir um choro de nenem,
um riso de nenem.
Se apaixonar! Aah , e se (DE)sapaixonar...
Quer VIVER!!!
Olho na janela e ninguém para.
O carro passa,
a mulher passa roupa na área de serviço,
um gato espera ancioso seu bote.
O sol vai embora,
a lua chega.
Nesse filme da vida que passa na minha janela,
não existe tecla SAP.
Não existe tradução.
É preciso ser mais que crítico para ver o que se passa...E acima de tudo, não deixar passar.
É preciso algo mais,
é preciso ser simples e ver além...
E como já dizia o trecho de um livro que também já passou pelo filme na minha janela:
"Os olhos são cegos, é preciso enxergar com o coração".

Evelyn Ramos